no meu tempo.

Quando eu era criança não existiam patamares sociais. Gostávamos de jogar bola, pular corda, correr, e pisar no terra. Não existia corrupção, nem miséria, e a única causa da fome no mundo era que eu deixava comida no prato. Quando eu era criança a China era mais distante, japoneses andavam de cabeça pra baixo e os desenhos eram outros. Meu livros tinham desenhos, não precisava de fórmulas pra estudar, e relacionamentos eram verdadeiros.  O dinheiro que saía do caixa não acabava,  vinte reais era muito,  piscina era a maior maravilha e quando eu pegava gotas de chuva com a língua ficava mais inteligente. Naquela época meu maior medo era de monstro e do homem do saco, mas depois minha amiga imaginária me disse que tava tudo bem. 

Acho que se a gente fosse assim de novo, iria ficar tudo bem.

take a look inside

Às vezes as pessoas acham que sabem o que são, mas não sabem.

Acham que são boas em alguma coisa, quando na verdade, não são.  Ou ainda, acham que não são boas em alguma coisa que na verdade, fazem muito bem.Outros, ainda, fazem pose de corajosos, de legais e inteligentes, se acham muito bons dançando, cantando, atuando, quando na verdade, desculpem pela expressão, são uma merda. Há aqueles que juram por tudo de mais valioso que são engraçados, que são sarcásticos, que são amavéis e simpáticos, quando na verdade, são um saco.

Alguns se convencem plenamente que não são bons o suficiente pra uma tarefa, pra tirar uma boa nota na escola ou pra conquistar alguém que gosta, e aí deixam isso transparecer.E isso tudo é uma mentira.

 Muitos copiam modelos da tevê, do rádio, das revistas, querem ser como eles e acabam ficando artificiais.  Querem mostrar como são descolados e interessantes, seguindo um modelo pré-determinado por quem mesmo? É, por ninguém. Pela mídia talvez, pela moda. E aí, o que isso tem mais? Por que é preciso segui-los? Por que é presciso aparentar ser algo que você não é?

Lá no fundo você percebe. Você percebe que aquela roupa não te agrada, que aquela música é horrível, que aquele cara não é tão corajoso assim, que aquela menina é muito boa em matemática, e que aquele professor quer ser durão quando não é. E quando você percebe isso as máscaras caem, te mostrando toda a verdade sobre as pessoas ao seu redor que por algum tempo ficou escondida só pra que parecessem mais interessantes.

E quer saber? O que me entretém é a história do livro e não a capa.

desligue o rádio, e a tevê, porque no seu domingo eu vou aparecer.