rompe com a mesura.

Não se apaixone. Causa dores de cabeça e taquicardia. Traz sensações novas e às vezes pode vir acompanhado de sensibilidade exacerbada e  dores no peito. Ao se apaixonar, esteja certo de que nada mais será certo e que há coisas que não se pode controlar. Apaixonar-se é abrir mão, é crescer, mas vocês sabem, o Peter Pan não queria crescer. Você observa mais, come menos (ou não) e tem pensamentos involuntários. Sorrisos involuntários. Olhares involuntários. Suspiros involuntários.  E você se vê emaranhado, embriagado no meio de tantas espontaneidades e atitudes incalculadas, tão confuso e absorvido que se deixa levar. Deixa, deixa.

“who would’ve thought that someone like me could’ve fallen in love so easily? “
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criando personagens

Brasileiro não perdoa. A imagem do povo brasileiro bonzinho, que gosta de todos os outros, que se respeita e vive em harmonia não é verdadeira em sua totalidade. Tive certeza disso ontem, quando fiquei sabendo da morte do comediante Cláudio Chirinian, mais conhecido pelo seu pesonagem ET, que fazia dupla com Rodolfo (sim, é aquele do microfone subliminar QQ) no Domingo Legal do Gugu. Quando a notícia saiu, surgiram, do nada, dezenas (talvez até centenas) de fãs do ET. Disseram que o personagem fazia parte da história da televisão, que adoravam suas músicas e que ele faria muita falta. Mas que paradoxo! Pois me lembro muito bem que, quando a dupla sumiu da televisão, as mesmas pessoas e a maioria dos telespectadores deram graças aos céus e afirmaram que ele era uma das piores coisas da televisão brasileira. Passou do ridículo ao herói na hora  que morreu.

Mas essa “volatilidade“, por assim dizer, dos brasileiros, é perceptível em outro momentos, muito mais comuns. Um dia desses vi um jogador ser vaiado no campo por perder um gol. No mesmo jogo, ele cobrou um pênalti e saiu como herói. Foi do céu ao inferno em menos de 90 minutos, porque temos essa mania incessante de criar heróis e vilões o tempo todo, todos os lugares, por qualquer motivo. Político: vilão. Gari que sorri na escola de samba: Herói. Ronaldinho gaúcho há alguns anos: Herói. Ronaldinho gaúcho hoje: vilão. Garoto que larga os estudos pra ir ajudar no Haiti: Herói. Ou Vilão. Depende do ponto de vista, da conveniência.

Mais uma vez, afirmo: brasileiro não perdoa. E você, é herói ou vilão?

rir pra não chorar

Sabe como você percebe que riu pra não chorar? Quando na hora que ri, você automaticamente balança a cabeça de um lado pro outro em sinal de negação. É um riso de desgosto.

Senhores políticos, o que os senhores pensam? Que estão imunes às críticas? Que estão acima da lei de qualquer suspeita? Que o povo que escolheu vocês nessa utópica democracia vá defendê-los até o fim, custe o que custar, aconteça o que acontecer? Não.

De todos os casos de desvio de dinheiro público, mensalões e mensalinhos, lobbys e extorções, esse  atual escândalo que envolve José Roberto Arruda, assusta  ainda mais pelo cinismo exarcebado. Cinismo nas imagens, onde rios de dinheiro vivo são carregados assim, na mão, à vista de qualquer um que entre no gabinete de Durval.  E tudo beira ao cômico, ao ridículo. Uma senhora aparentemente igênua, daquelas que sorriem pra você no elevador, entra na sala e superlota sua bolsinha com centenas de notas de dinheiro. Sabe aquela cena de Meu nome não é Jhonny, onde a velhinha trafica drogas,   e chama de ambrosia? É tipo isso; O evangélico agradece à seu Deus pela bênção o dinheiro sujo, porque sabe como é né, O Senhor é o pastor e nada faltará. Só a vergonha na cara.

 Cinismo também nas explicações: quanto mais o excelentíssimo José Roberto Arruda tenta se defender, mais piora sua situação.  “Oh, eu não peguei aquele dinheiro, a culpa é da câmera que esquentou e esfriou demais“. Depois: “Ah, o dinheiro foi pra comprar panetones pra familias pobres” que bom coração ele tem. É tudo manobra da oposição pra difamá-lo, gente, coitadinho ele não tem culpa. “Queremos expressar nossa indignação pela trama que estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos“. As vítimas são eles então? Desculpe, mas eu não sou idiota

E muitas vezes me recriminam quando eu digo que se deve cortar o mal pela raiz. Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui vai minha mensagem final:

metalinguagem

Muitas pessoas tem me perguntado por que eu tenho esse blog. Então eu vou explicar pra quem ainda não entendeu ou não leu o QQIÇO? lá em cima.

Eu não quero números. Eu quero que entendam o que eu digo aqui, e que se divirtam e que interpretem.  Não quero mil comentários por post, só quero  que o objetivo de cada post seja alcançado em todos que lêem. E esse objetivo pode ser diversão ou reflexão, crítica ou algo simplesmente lúdico. Então não venha com esse papo de ‘você tem um blog porque quer ser famosa.’