rir pra não chorar

Sabe como você percebe que riu pra não chorar? Quando na hora que ri, você automaticamente balança a cabeça de um lado pro outro em sinal de negação. É um riso de desgosto.

Senhores políticos, o que os senhores pensam? Que estão imunes às críticas? Que estão acima da lei de qualquer suspeita? Que o povo que escolheu vocês nessa utópica democracia vá defendê-los até o fim, custe o que custar, aconteça o que acontecer? Não.

De todos os casos de desvio de dinheiro público, mensalões e mensalinhos, lobbys e extorções, esse  atual escândalo que envolve José Roberto Arruda, assusta  ainda mais pelo cinismo exarcebado. Cinismo nas imagens, onde rios de dinheiro vivo são carregados assim, na mão, à vista de qualquer um que entre no gabinete de Durval.  E tudo beira ao cômico, ao ridículo. Uma senhora aparentemente igênua, daquelas que sorriem pra você no elevador, entra na sala e superlota sua bolsinha com centenas de notas de dinheiro. Sabe aquela cena de Meu nome não é Jhonny, onde a velhinha trafica drogas,   e chama de ambrosia? É tipo isso; O evangélico agradece à seu Deus pela bênção o dinheiro sujo, porque sabe como é né, O Senhor é o pastor e nada faltará. Só a vergonha na cara.

 Cinismo também nas explicações: quanto mais o excelentíssimo José Roberto Arruda tenta se defender, mais piora sua situação.  “Oh, eu não peguei aquele dinheiro, a culpa é da câmera que esquentou e esfriou demais“. Depois: “Ah, o dinheiro foi pra comprar panetones pra familias pobres” que bom coração ele tem. É tudo manobra da oposição pra difamá-lo, gente, coitadinho ele não tem culpa. “Queremos expressar nossa indignação pela trama que estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos“. As vítimas são eles então? Desculpe, mas eu não sou idiota

E muitas vezes me recriminam quando eu digo que se deve cortar o mal pela raiz. Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui vai minha mensagem final:

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