Humbug

Humbug é o novo álbum do Arctic Monkeys. Pra quem não conhece, o Arctic Monkeys é uma banda de Sheffield, classificada como british indie. Antes todos queriam ser como The Libertines, e agora, todo querem ser como Arctic Monkeys.  É uma banda totalmente diferente de todas as outras bandas que ainda existem no cenário musical, isso eu digo com toda a certeza.

Eles têm uma marcação bem grande na bateria, e estão quase sempre mudando bruscamente o tempo da música, fazendo você ficar meio  em choque, mas ao mesmo tempo, maravilhado.

Os dois primeiros álbums foram marcados por musicas rápidas, com letras sobre garotas e a vida da banda. Mas como todo grupo, um dia eles crescem. O aviso veio em 505, no fim do segundo álbum Favorite Worst Nightmare (eu tenho, beijos.)  . 505 era uma dica de que,  daquele momento em diante, o Arctic seria mais maduro.

E aí veio Humbug.  As melodias combinam perfeitamente com as letras, e a voz de Alex Turner é a prova que eles progrediram muito. Mas as letras deixaram a desejar. Algumas não tem nenhum sentido nem a menor graça, e não dão mais aquela mágica de ‘ah, isso é arctic monkeys’. Por outro lado, Matt Helders e Jamie Cook (baterista e guitarrista) fazem um trabalho incrível.

Ainda não escolhi uma música preferida, mas na lista das melhores, com certeza estão: Crying Lightning, Pretty Visitors, My Propeller, Cornerstone e Dance Little Liar.

Crying Lightning tem uma letra ótima, uma melodia ótima, e a guitarra de Jamie está completamente inconfundível. Essa é aquela que você não precisa ouvir de novo pra gostar. Mas o disco começa com My Propeller, que vem coma voz arrastada e sombria de Alex, e quando ele diz: ‘and have a spin of my propeller’, você sente como se ele realmente estivesse dando voltas e voltas. Dangerous Animals tem uma letra bem estranha, que voce nao entende de primeira(nem de segunda, nem de terceira…), assim como Potion Approaching. Entre elas está Secret Door, que é um alívio de todo esse álbum dark e sombrio. Fire and the Thud não me agradou muito. O começo ficou exageradamente melancólico e sonolento. Claro que no fim, tudo é compensado com as guitarras distorcidas do Jamie bem presentes, mais uma surpresa nesse álbum.

Cornerstone lembra muito os dois álbuns anteriores. Mas adivinhe por quê? O produtor é o mesmo dos dois primeiros álbuns. Essa faixa me agradou muito, muito mesmo. Assim como Secret Door, ela é um alívio pra toda essa coisa obscura que predomina, e me agrada muito o fato da letra ter o formato de uma história, ou algo assim, além de, é claro,  o final ser completamente a cara da banda. Dance Little Liar tem um final-címax perfeito, com toda essa coisa nova do Matt e do Jamie, e Pretty Visitors me lembra bastante From the Ritz to the Rubble. No final, The Jeweller’s Hand é indiferente pra mim, nao acrescenta nem compromete no álbum.

Enfim, o terceiro álbum do Arctic só mostra uma tendência de todas as bandas em inovar e progredir. E eles estão fazendo isso muito bem.

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